"O estomâgo embolou. A garganta travou. Sinto uma corrente elétrica passando por todo corpo. A cabeça repassa tudo que ocorreu, do incío ao quase fim. Sim, quase fim... não é lógico dizer que teve um fim, aquilo nunca terminou; dentro, fora, em toda atmosfera, contribui pra repensar à mil maneiras. Eu precisava vomitar tudo que guardei até hoje, mas não consigo. Você me toma todas as palavras apenas com um olhar. Me perco, me prendo, me policio, me paro."
Carina Alves
"i'm impossible to forget, but i'm hard to remember"
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Não sou boa guardadora das coisas da vida.
”Não sou boa guardadora das coisas da vida.
O que sinto e penso criam asas. Ainda não descobri gaiolas que possam aprisionar minhas palavras. Também não guardo mágoas e ressentimentos, é como roupa encardida, puída, que a gente cansa de usar. Me serviram durante um tempo, mas, muito tempo é tempo demais.
E a gente joga a preguiça fora, arruma a casa para receber a visita da serenidade, dá uma faxina na alma. Não porque somos bonzinhos e evoluidos, mas porque somos persistentes, sobreviventes, desapegados de tranqueira que ocupam espaço inutilmente.”
Renata Fagundes
O que sinto e penso criam asas. Ainda não descobri gaiolas que possam aprisionar minhas palavras. Também não guardo mágoas e ressentimentos, é como roupa encardida, puída, que a gente cansa de usar. Me serviram durante um tempo, mas, muito tempo é tempo demais.
E a gente joga a preguiça fora, arruma a casa para receber a visita da serenidade, dá uma faxina na alma. Não porque somos bonzinhos e evoluidos, mas porque somos persistentes, sobreviventes, desapegados de tranqueira que ocupam espaço inutilmente.”
Renata Fagundes
terça-feira, 8 de maio de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
You Can’t Always Get What You Want.
E pela primeira vez, depois de tanto tempo, as lágrimas gritam para sair de dentro d'alma. Toda saudade transborda. Essa tal invade, e de vez em quando se manifesta; não seria tão destruidor se ela viesse aos pouquinhos, aí eu a expulsaria aos pouquinhos também, mas como vem de repente ela tira o chão, a razão e a perpecção. Toda aquela certeza vai se esvaindo por falta de espaço ... ''água doce e salgada não fluem da mesma fonte", não é possível mais agarrar aquela ideia de desprezo quando a única vontade é de querer por perto. Não, não dá para perder a ideia de que não foi algo de beleza plena. 'No entanto, a solidão não me alcança, pois, a passos largos, eu me desligo'. Mas como entoariam os rapazes do Stones: You Can’t Always Get What You Want.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Tá certo.
"Eu cheguei aonde cheguei porque tudo que planejei deu errado...é a pura verdade! Então, eu sou escritor...por acidente. Já fui outras coisas: já fui professor de Filosofia, já fui Teólogo, já fui Pastor, agora...sou um velho!" (Rubem Alves)
É incrível como todos os caminhos que quis tomar me levaram a outros, maravilhosos. É lindo como tudo orna, quando é o tempo certo. Tudo que deu errado nos meus planos trouxe o que é certo pra minha vida, da maneira que tem que ser. E a sensação de estar no lugar certo, no momento certo, da maneira certa é tão satisfatória, e com isso a gratidão àquele que é perfeito me invade de uma maneira surpreendente.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Eu prefiro o nada do que o pouco.
Eu quero algo, não migalhas. Não aceito isso, não mais. Quando descubro o que realmente desejo, e isso não acontece muitas vezes, eu possuo o poder de: ter ou não. Mas se me oferecem migalhas, eu tenho o direito de decidir não aceitá-las. Por um lado sempre vem aquele pensamento "é melhor alguma coisa do que nada". Outro lado diz "você não merece isso". As migalhas em certo ponto são viciantes, quando mais recebemos, mais queremos, pois nada daquilo sustenta. Todo mundo merece o grande, o bom, o "perfeito" (embora eu ache que não existe). Essa minha visão pode ser muito extremista, mas pra mim é uma verdade: ou o tudo ou o nada. Meio termo não existe. Como diriam “As coisas têm o valor que você dá a elas. Isso não serve apenas para coisas: você tem o valor que se dá.”
Aqueles dias.
Todo mundo tem daqueles dias que emanam desprezo, infelizmente. Uns demonstram por suas palavras, outros com aquele jeitinho, e têm aqueles que simplesmente escolhem o silêncio. Mas o melhor desse momento, não, não é o ato de desprezar tudo e todos ao seu redor, e sim é de criar consciência de que pode ser melhor. Que tudo o se sente no momento, como tudo em sua vida, IRÁ PASSAR. E todo esse momento se torna introspectivo; a autoanálise e autoavaliação do que se fazer se torna útil, no sentido de parar, olhar para si {não de uma maneira egocentrista} e ver que não é isso que você É.
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